sábado, 30 de maio de 2009

Governo quer revitalizar a indústria naval brasileira

O governo federal, através do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento, vem investindo prioritariamente no setor da construção naval, onde já foram injetados R$ 2,3 bilhões, na ampliação de quatro estaleiros: Renave e Mclaren, em Niterói (RJ), Aker Promar, em Quissamã (RJ), e TWB, em Navegantes (SC), além da construção de dois estaleiros de grande porte: Atlântico Sul, em Suape (PE), e Navship, em Navegantes (SC), que já estão com as obras em andamento.
A meta do PAC é concluir estas obras, além da construção de 89 embarcações até o final de 2010, data que marca também o final do período de oito anos do presidente Lula à frente do país.
A intenção do governo federal, ao investir na ampliação destes estaleiros que foram priorizados, é modernizar e capacitar os mesmos na construção das embarcações previstas e já autorizadas, das quais, 34 já foram construídas, sendo 12 delas em Santa Catarina.
Foi aprovada também, pelo governo federal, a construção de mais 103 embarcações de carga, 44 de apoio portuário e seis de pesca, destinando mais R$ 3,2 bilhões de financiamento.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

TWB – Estaleiro em Navegantes atendendo a Petrobrás

O estaleiro TWB S/A Construção Naval, de Navegantes, está construindo um módulo de acomodação da plataforma de petróleo PCH1, da Petrobrás, para a acomodação das equipes de operação na Bacia de Santos. Toda feita em alumínio naval, o que impede a sua corrosão, apesar de ter um custo mais alto no início, torna-se muito mais econômica ao longo de sua vida útil, tendo sido orçada em US$ 10 milhões.
A Petrobrás, no seu ritmo constante de crescimento, vem criando oportunidades para as empresas brasileiras de construção naval, que até então vinham amargando prejuízos, para o fornecimento de peças e embarcações. Atualmente, 80% da nossa estrutura naval estão orientadas para atender à Petrobrás.
O grupo TWB, que tem sede em Guarujá (SP), nasceu a 12 anos da fusão da empresa Transbunker com a catarinense Premolnavi, de Navegantes. Com um faturamento em torno de R$ 90 milhões, foi o responsável pela construção também, do Ferry Boat Ivete Sangalo, que opera na Baía de Todos os Santos (BA).
A Petrobrás, atualmente administra 102 plataformas de petróleo, as quais pretende modernizar e revitalizar, criando um ótimo mercado para a indústria naval brasileira, e conseqüentemente a geração de novas oportunidades de trabalho neste setor.

sábado, 16 de maio de 2009

Brasil tem potencial para 45 novos portos

Um estudo elaborado pela Antaq identificou a possibilidade de implantação de 45 portos no Brasil, para atender à demanda de cargas projetada até 2023. Localizados em 19 áreas da costa brasileira, servirão de base para as futuras concessões.
A implantação de um porto leva de cinco a oito anos, desde a elaboração do projeto de engenharia até a sua entrada em operação. Os novos portos serão construídos e administrados pela iniciativa privada, sendo estas concessões outorgadas através de licitação.
O diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho, acredita que entre cinco e dez portos serão de fato construídos, como os projetos que visam atender ao aumento da produção agrícola na fronteira da Amazônia e novas instalações no litoral do Rio de Janeiro ou de São Paulo, a fim de escoar a produção de etanol ou do petróleo extraído da camada pré-sal.
O ministro-chefe da SEP, Pedro Brito, estima que o primeiro leilão ocorra no final de 2009, com a concessão para o porto de Ilhéus (BA), projetado para as outras regiões e para o exterior, a produção ferrovia Oeste-Leste, incluída no PAC, com licitação prevista para 2010.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

PAC – Alternativa para a crise?

O Programa de Aceleração do Crescimento está completando dois anos e vem sendo um alento para a economia nacional, pois prevê a injeção no mercado de uma vultuosa soma de investimentos em vários segmentos, principalmente na infraestrutura logística e energética.
A previsão do governo federal de concluir os projetos previstos nos próximos 23 meses seria a solução para alavancar a economia, com a recuperação dos empregos perdidos no ano passado, aumentando a renda dos consumidores.
Mas, até o momento, pouco foi feito. Das obras projetadas, apenas 9% foram concluídas, consumindo mais de trinta bilhões de Reais.
A principal dificuldade, é que muitas realizações, mesmo tendo a amplitude dos recursos, acabaram entrando na contabilidade do PAC, mas sofreram o que se chama de “efeito estranho”, porque foram empenhados, constam do orçamento, mas nem tinham sequer a empresa executora.
O PAC, da maneira como foi criado, teria tudo para ser um instrumento de crescimento econômico e industrial para o nosso país, porém a cultura brasileira em relação à administração do dinheiro público, e a própria burocracia, nos levam a imaginar que infelizmente quase nada será feito.
Em Itajaí, a via expressa portuária vem se arrastando por vários anos, quase não saindo do papel, mesmo tendo recursos previstos no PAC. Não tendo até o momento, sido integralizados na sua totalidade, a falta destes recursos impedem a conclusão desta obra, de vital importância para o complexo portuário da região.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Menos custos portuários

Muito tem se falado sobre a crise mundial, que tem afetado á todos os setores. No Brasil, os produtores se queixam das medidas protecionistas adotadas por alguns países, principalmente os Estados Unidos, que através de barreiras alfandegárias e subsídios à sua produção agrícola, impedem os produtos brasileiros de serem competitivos.
A reclamação é procedente, mas o principal motivo da falta de competitividade dos nossos produtos é conseqüência de outro fator, este sim, grave e que necessita urgentemente ser corrigido, que são os nossos custos portuários.
O governo editou a lei 8.630/93 com a finalidade de modernizar os portos, trazendo inovações e permitindo a instalação de equipamentos de última geração em movimentação de cargas, através da iniciativa privada.
Estas mudanças foram muito positivas, no aspecto funcional de um porto, mas para que o mesmo seja competitivo, não basta ter agilidade em descarregar e carregar um navio, é necessário que a burocracia não comprometa o resultado, emperrada em procedimentos morosos e que fundamentalmente sejam praticados preços justos dentro da realidade mundial.
O grande vilão da crise, para os exportadores brasileiros, não são as barreiras tarifárias ou o protecionismo de alguns países, e sim a nossa incapacidade de administrar os custos portuários, sendo a nossa falta de competitividade decorrência não dos preços dos nossos produtos, mas sim dos custos portuários neles embutidos.

Resenha "Puxar mais"

“Empurrar menos, puxar mais” (revista Logística, Outubro/2007), “Estruturação logística” (Sidney Trama Rago, consultor da IMAM Consultoria L...