sábado, 18 de julho de 2009

OVERBOOKING NA NAVEGAÇÃO

O comércio mundial vem crescendo muito acima das expectativas, no Brasil as importações aumentaram quase 60% em relação ao último ano, só a China, representou 85% das nossas importações. Com a aproximação do final do ano, época em que tradicionalmente as importações tendem a aumentar, principalmente da China que abastece o natal da maioria dos países, aumentam também as preocupações dos importadores com os prazos de entrega.
Atualmente a frota de navios full container que opera no litoral brasileiro, não consegue atender à demanda, sendo que muitos exportadores, são obrigados a aguardar um novo embarque por conta da falta de container ou da falta de espaço no navio.
Este overbooking na navegação, que afeta não só o mercado brasileiro, mas todo o comercio internacional, não terá uma solução imediata, pois é necessária a aquisição de mais navios e de containers. Muitos armadores estão com encomendas de navios maiores para os próximos anos, passando de 3,5 mil para 7 mil containers de capacidade de carga.
O que poderia ser uma solução para eliminar este overbooking, infelizmente, no Brasil, vai ocasionar problemas ainda maiores. A nossa infra-estrutura portuária ainda é deficiente, e poucos portos brasileiros terão condições de receber estes navios de grande porte.
Diante desta situação, fica claro que a solução será a criação de Hub Ports (portos concentradores de carga) podendo receber navios de grande porte, ficando os demais portos, atuando como feed Ports (portos alimentadores), gerando mudanças na atividade portuária de um modo geral.
Como conseqüência destas mudanças, o fortalecimento da navegação de cabotagem e os investimentos na infra-estrutura viária para viabilizar estas operações, terão como ponto positivo, a diminuição dos custos de transporte interno no Brasil, através da migração do transporte rodoviário para o modal marítimo de cabotagem.
Nos momentos de crise, é que surgem as grandes soluções, o nosso país carece de investimentos na navegação interna, por falta de interesse dos próprios transportadores rodoviários, que através de lobbies, conseguem frustrar qualquer iniciativa neste sentido. A mudança do mercado e do panorama mundial vai exigir por parte do governo, uma mudança estrutural no cenário atual dos transportes, sob pena de ficarmos novamente atrasados em relação ao resto do mundo.
Então, que venham os novos navios pós panamax, cada vez maiores, e que com eles venham as mudanças necessárias para o nosso crescimento e o progresso da nossa nação.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

ATACADO, VAREJO E DISTRIBUIÇÃO

Ao longo do tempo, o varejo vem constantemente sofrendo alterações e se adaptando cada vez mais às necessidades dos consumidores. Hoje já é possível comprar praticamente qualquer produto através da internet, ou na loja da esquina, ambos com a mesma qualidade. Mas para que estas mudanças fossem possíveis, a estrutura de distribuição também teve que ser repensada.
Grandes redes varejistas, como Wal-Mart e Carrefour, optaram pela implantação dos atacarejos, uma mistura de varejo com atacado, onde o estoque fica na área de venda, possibilitando ao cliente comprar uma garrafa de água mineral no varejo ou cem unidades no atacado. Neste modelo, a distribuição é simples. Como as lojas são abastecidas com grandes quantidades, o CD da rede faz a separação e a distribuição de forma programada.
Outro modelo de varejo são as pequenas lojas de conveniências, com diversificado mix de produtos, poucos itens e sem área de estocagem. Neste modelo, a distribuição exige muito mais flexibilidade e agilidade. A separação dos produtos demanda muito mais tempo e a distribuição necessita de vários veículos de pequeno porte, porque a grande maioria delas está localizada em centros urbanos com restrição de acesso.
Situação semelhante acontece com as redes que disponibilizaram o e-commerce (comércio eletrônico), visto que os produtos são entregues na casa de cada cliente, obrigando os CDs a se adaptarem com a nova sistemática de separação e entrega.
As casas Bahia não tiveram dificuldades na implantação desta modalidade, porque o modelo de distribuição das lojas é semelhante, os produtos saem diretamente do CD para a entrega no cliente.
A rede Wal-Mart foi a última a entrar no e-commerce, justamente por não ter tradição e experiência em entrega direta ao consumidor final. Seus CDs são especializados na separação, distribuição de grandes quantidades para abastecimento das suas lojas. Neste caso, optaram por contratar uma operadora de logística para desempenhar esta atividade.
O que se observa no panorama mundial, seja no comercio varejista ou atacadista e até mesmo na própria indústria é a especialização dos serviços oferecidos. A terceirização que surgiu como forma de desonerar custos, hoje atua como um grande diferencial, oferecendo um nível de qualidade impossível de ser obtido pelo contratante, que não tem esta especialização.
Deixando fazer, aquele que sabe fazer bem, com competência e qualidade, todos tem a ganhar na cadeia produtiva e de distribuição.

Resenha "Puxar mais"

“Empurrar menos, puxar mais” (revista Logística, Outubro/2007), “Estruturação logística” (Sidney Trama Rago, consultor da IMAM Consultoria L...