sábado, 28 de março de 2009

COMÉRCIO EXTERIOR SEM PRAGAS

Após a publicação da NIMF 15, que normatiza a utilização de embalagens de madeira na exportação, para evitar a disseminação de pragas florestais de um país para outro, os exportadores, juntamente com as indústrias de embalagens, tem procurado encontrar alternativas na fabricação e utilização destes materiais.
Os pallets de madeira, os mais usados em todos os países, passam por um tratamento térmico (HT) ou fumigação com brometo de metila (MB), e continuam a ser usados normalmente. As novidades ficam por conta da utilização de materiais alternativos, como o plástico, o papelão ondulado e da madeira sintética, uma combinação de plásticos de baixa qualidade e fibras vegetais. As vantagens destes materiais alternativos estão na disponibilidade dos mesmos em qualquer época do ano e da não necessidade de tratamento fitossanitário.
Embora, atualmente existam diversas opções de embalagens para a exportação, o grande diferencial continua a ser o custo, fazendo com que o pallet de madeira tratada ou fumigada, ainda seja o mais utilizado pela grande maioria dos exportadores.

sábado, 21 de março de 2009

NOVOS ACESSÓRIOS REDUZEM AVARIAS NA MOVIMENTAÇÃO

Em uma matéria da revista Intra Logística, publicada pelo IMAM, foi apresentada pela empresa Cascade, uma solução para um dos maiores gargalos na movimentação de materiais em armazéns de cargas mistas, que é remover os pallets das fileiras da frente, para poder movimentar os pallets das fileiras de trás.
Através de um acessório conhecido como “Layer Picker”, que possui um braço telescópico e um elevador para trabalhos pesados, desenvolvido especialmente para elevar e deslocar as cargas lateralmente, é possível remover um pallet que esteja posicionado atrás de outro, sem ter que movimentar o primeiro. A garra do braço deslizante tem quatro pontos de contato e se move para a esquerda, direita e para frente da empilhadeira, proporcionando flexibilidade, contando ainda, com quatro reguladores de pressão de carga.
A matéria cita ainda, outro acessório produzido pelo mesmo fabricante, desenvolvido especialmente para a movimentação de bobinas de papel, onde as perdas causadas por danos na movimentação com empilhadeiras podem chegar a 50% de todas as avarias registradas. Trata-se de um acessório que possui um dispositivo (Switch) montado na empilhadeira, onde o operador pode controlar a força de aperto, utilizando uma pressão mínima de pega na carga, evitando assim o dano ao material movimentado.
Através do uso do equipamento correto, podemos não só reduzir os riscos de danos, mas também ter um ganho considerável em agilidade nos processos e na produtividade. Por isso, há necessidade do empresário estar sempre atento a todas as inovações tecnológicas que surgem no mercado, algumas muito caras e complexas, outras, soluções simples e inteligentes que podem fazer a diferença na cadeia produtiva.

sábado, 14 de março de 2009

QUEBRANDO O PARADIGMA DO LAYOUT DO ARMAZÉM

A logística de armazenagem tem evoluído muito, nos últimos anos, através de soluções tecnológicas em sistemas de automação e de controle de estoques, na busca do aperfeiçoamento deste setor, que hoje já responde por uma grande parcela dos custos de distribuição na nossa cadeia produtiva. Porém se fizermos uma análise mais detalhada, poderemos observar que em todos os tipos de armazéns, apesar das recentes inovações, ainda existe um único padrão de arranjo físico, com fileiras e corredores em paralelo com cruzamentos perpendiculares em 90º.
Por que nunca se pensou em mudar este tipo de layout? Foi o que se perguntaram dois professores de engenharia, Kevin Gue, da Universidade de Auburn e Russel Meller, da Universidade de Arkansas. Através de um amplo estudo a respeito dos tempos de deslocamento dos funcionários e dos tempos de separação dos produtos, estabeleceram um modelo, que realmente quebra o paradigma do layout de um armazém.
A idéia dos professores foi criar um arranjo físico em forma de V, com dois grandes corredores partindo do vértice, dando acesso a todos os demais corredores perpendiculares, onde foram montadas as estruturas porta-paletes. Desta forma, segundo os autores do projeto, o tempo de separação dos pedidos teve uma redução de 20,4% e o tempo de trajeto em linha reta, uma redução de 23,5% em relação aos modelos tradicionais.
Os resultados mostram uma significativa redução nos tempos de operação, o que nos leva a imaginar que este seria o modelo ideal, porém alguns fatores precisam ser levados em consideração antes de qualquer mudança.
O modelo apresentado não proporciona muitas vantagens em armazéns muito pequenos ou muito grandes, sendo que o ideal para se obter um resultado dentro do esperado, seria uma instalação com 10 a 40 corredores no máximo. Uma desvantagem do sistema, é que o mesmo só poderia ser aplicado para a separação de cargas unitizadas, inviabilizando a separação de pedidos fracionados. Outra desvantagem é exigência de uma área maior para a estocagem do mesmo volume de produtos, além do receio de haver uma desorientação dos funcionários nos deslocamentos em diagonal e não em linha reta como nos modelos tradicionais.
Mesmo que este não venha a ser o modelo ideal de um layout de armazém, o que nos chama a atenção é a incrível capacidade do ser humano de estar sempre buscando formas diferentes, criativas e totalmente inovadoras para tentar melhorar aquilo que a grande maioria acredita não ser mais possível de ser melhorado.

sábado, 7 de março de 2009

NÃO É APENAS MAIS UM BLOG....

Olá pessoal,

Periodicamente estarei postando textos sobre a atividade portuária, transportes, armazenagens e curisiodades desta área, com o objetivo de proporcionar, principalmente aos alunos do curso de gestão portuária da Univali, uma troca de informações e de conhecimento. Gostaria de receber comentários, opiniões, críticas e sugestões para que através desta participação possamos cada vez mais, aprimorar os nossos conhecimentos.

Um grande abraço à todos... e boa leitura!

MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS

Movimentar materiais é uma tarefa que demanda grande esforço. A utilização de equipamentos adequados para cada tipo de material a ser transportado pode contribuir para uma melhor execução desta tarefa. Constantemente novos equipamentos, mais modernos e sofisticados, são introduzidos no mercado, e a escolha do melhor equipamento depende de muitas variáveis, como o custo, o produto a ser manuseado, a necessidade ou não de mão de obra especializada, o espaço disponível, entre outros.
O manuseio ou a movimentação interna de produtos e materiais significa transportar pequenas quantidades de bens por distâncias relativamente pequenas, quando comparadas com as distâncias na movimentação de longo curso executadas pelas companhias transportadoras. É a atividade executada em depósitos, fábricas, e lojas, assim como no transbordo entre tipos de transporte. Seu interesse concentra-se na movimentação rápida e de baixo custo das mercadorias (o transporte não agrega valor e é um item importante na redução de custos). Métodos e equipamentos de movimentação interna ineficientes podem acarretar altos custos para a empresa devido à repetição de atividades e o tempo gasto nestas tarefas. Sendo que, a utilização adequada dos recursos contribui para o aumento da capacidade produtiva e a melhoria das condições de trabalho.
Atualmente, encontramos os mais diversos tipos de equipamentos de movimentação, sejam eles manuais, automáticos, de pequeno ou de grande porte, todos têm a sua finalidade específica, que reflete a evolução da tecnologia ao longo do tempo, procurando minimizar o esforço do homem, aliada a busca da eficiência e da produtividade em qualquer atividade.
Nas feiras de equipamentos de movimentação de materiais, como na Cemat 2008 em Hannover, na Alemanha e na Movimat 2008 em São Paulo, em meio a tantas inovações tecnológicas, ficou evidente também a preocupação dos fabricantes, com a proteção ao meio ambiente. Visando atender a meta estabelecida pela União Européia, de reduzir a emissão de co² por motores de combustão interna em 20%, até o ano de 2020, os grandes fabricantes de empilhadeiras com Still, Clark, Hyster, Yale, Toyota e outros, apresentaram modelos com motores híbridos (diesel/elétrico) e outros com células de hidrogênio, que eliminam apenas água durante o seu uso, de olho nesse mercado gigantesco que envolve desde um pequeno armazém até instalações portuárias de grandes dimensões.
Entre os mais conhecidos equipamentos de movimentação de materiais, estão desde a mais simples paleteira manual, até os mais sofisticados, como os AGV (Automatic Guided Vehicles), que podem transportar até 100 toneladas, sendo controlados por sensores, recolhendo e descarregando cargas automaticamente, podendo também ser controlados por rádio freqüência. Destacam-se também os equipamentos de movimentação de contêiner como os porteiner, transteiner, MHC, reach stacker e os equipamentos de transporte contínuo, como esteiras transportadoras, transportadores de roscas, transportadores magnéticos e tantos outros.
Por mais diversificado que seja o parque industrial, e as operações de transporte decorrentes dos mais variados tipos de produtos, sempre existirá um equipamento ideal para cada tipo de produto e para cada necessidade de movimentação. Na esteira do desenvolvimento e do crescimento industrial, os equipamentos de movimentação de materiais se aperfeiçoam cada vez mais, na busca da eficiência e da qualidade nesta cadeia produtiva.

Resenha "Puxar mais"

“Empurrar menos, puxar mais” (revista Logística, Outubro/2007), “Estruturação logística” (Sidney Trama Rago, consultor da IMAM Consultoria L...